sábado, 5 de fevereiro de 2011

Não tenho nada que me prove a existência de Deus 
e, mesmo assim, Ele continua sendo o absoluto dos meus dias. 
Nunca choveu maná no quintal da minha casa 
e a imagem que tenho da Virgem Maria nunca derramou uma lágrima. 
O que tenho aqui é esta mão machucada, este dedo sangrando, 
este nó na garganta, este humano desconsolo,
esta dor, esta cor e este olhar desconcertante de Deus,
deixando-me sem jeito ao dizer que me ama..
Pe. Fábio de Melo

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